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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Igreja põe de lado referendo sobre casamento gay

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) admitiu hoje, em Fátima, um debate alargado na sociedade portuguesa sobre os casamentos entre pessoas do mesmo sexo e não necessariamente um referendo.
" pergunta se deveria ser dada à sociedade portuguesa a hipótese de se pronunciar sobre este assunto, o padre Manuel Morujão respondeu: "Eu acho que o pronunciar-se pode ser por um debate alargado, não necessariamente pelo referendo".
Em conferência de imprensa, para fazer o ponto de situação dos trabalhos da 173.ª Assembleia Plenária da CEP, que termina quinta-feira, o responsável considerou, contudo, que existem outras prioridades no país, como a justiça social ou o desemprego.
O sacerdote aconselhou ainda "dar tempo ao tempo, parar para reflectir".
"Acho que é muito de aconselhar, não apenas nas passagens de nível sem protecção, pare, escute e olhe, e reflicta", declarou.
O porta-voz da CEP afirmou que este assunto ainda não foi abordado pelos bispos e acrescentou que ele consta numa nota pastoral que os bispos lançaram em Fevereiro, reiterando que "o casamento é uma instituição única e sem parceiros a esse nível".
Por isso, introduzir o estatuto de casamento para os homossexuais, com ou sem possibilidade de adoptarem crianças, é "uma ofensa ao verdadeiro casamento", defendeu.
Acrescentando que existe "outro tipo de uniões", o responsável reconheceu que a posição do líder parlamentar do PSD, que esta semana disse ser a favor de uma união civil registada para os casais de homossexuais, como alternativa ao casamento, se aproxima mais do pensamento da Igreja Católica.
Confrontado com o facto de haver homossexuais católicos que defendem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o responsável defendeu que "um católico deve aderir à doutrina católica", mas que esta "não vai por aí".
"Mas nesse ponto, há-de desculpar quem assim falar, não é católico", declarou, reconhecendo a "diversidade de opiniões".
Salientando que "ser homossexual não é pecado, como também não é virtude ser heterossexual", o responsável defendeu que "fundamental é cada um usar a sua sexualidade de um modo correcto".
O responsável reiterou a posição da Igreja Católica à possibilidade de adopção de crianças por casais homossexuais.
"Estão incluídos terceiros, os filhos adoptivos, que, a seu tempo, se vão sentir numa situação que não é o padrão normal da sociedade", afirmou.
"Podem até ter muita ternura para oferecer, mas os pais adoptivos são para os filhos e não os filhos para os pais", declarou.

Fonte: DN / http://www.webradiogospel.com/
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