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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Autoridade Palestina prende mais de cem militantes do Hamas após morte de colonos

A policia da Autoridade Palestina anunciou nesta quarta-feira a prisão de mais de cem militantes do Hamas na Cisjordânia, depois que atiradores da organização mataram quatro colonos israelenses perto da cidade de Hebron.

De acordo com a Autoridade Palestina, a série de detenções de militantes do Hamas foi uma das maiores já feitas na Cisjordânia.

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayad, declarou que o ataque "prejudica especialmente os interesses dos palestinos".

Fayad afirmou que a Autoridade Palestina vai tomar medidas para investigar as circunstâncias do incidente e também disse que a organização deseja pôr um fim à ocupação israelense, mas se opõe ao derramamento de sangue.

Sabotagem

O atentado, cometido por um grupo de atiradores do Hamas contra um carro no qual estavam os colonos, foi considerado uma tentativa de sabotar a retomada das negociações entre israelenses e palestinos que deverá ocorrer nesta quinta-feira, em Washington.

O braço armado do Hamas, Iz A'din El Kassam, anunciou que é o responsável pela "operação heroica em Hebron" e que essa é apenas a "primeira em uma série de operações".

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, já estão na capital americana para participar das reuniões que deverão marcar a retomada das negociações diretas, depois de quase dois anos.

O ataque despertou a indignação de colonos residentes em assentamentos na Cisjordânia, e dezenas deles tentaram atacar residências palestinas na região de Hebron, para cobrar o que eles chamam de "preço" pela morte de seus colegas.

Construções

A liderança dos colonos israelenses na Cisjordânia anunciou que, em represália pelo atentado, irão recomeçar a construção nos assentamentos a partir desta quarta-feira.

O primeiro-ministro Netanyahu havia anunciado um congelamento parcial da construção de assentamentos por dez meses, que deverá terminar no próximo dia 26 de setembro.

Uma das condições do presidente palestino para manter as negociações é a continuação do congelamento.

Antes de partir para Washington, Abbas afirmou que se Israel retomar a construção nos territórios ocupados, os palestinos suspenderão as negociações.

Depois do atentado, o ministro do Interior de Israel, Eli Yishai, pediu que colonos e outros israelenses que trabalham na Cisjordânia possam receber licença para o porte de armas "mesmo sem a autorização da polícia".

"Em consequência do início das negociações diretas, os arquiterroristas saem de seus ninhos. Não permitiremos mortes como resultado da burocracia”, afirmou o ministro.

Centenas de pessoas participaram nos funerais das quatro vítimas do atentado, que deixaram sete crianças órfãs.

Fonte: BBC / http://webradiogospel.com
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