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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Chefe torturador do Khmer Vermelho defende sinceridade de seu arrependimento

O chefe torturador do Khmer Vermelho, Kaing Gueg Eav, defendeu nesta quarta-feira a sinceridade de seu "mais profundo arrependimento" pelos crimes que ele assumiu e de seu pedido de perdão às vítimas perante o tribunal internacional que lhe julga por crimes contra a humanidade em relação ao genocídio do Camboja.
"Meu arrependimento mostra a plena e sincera colaboração que mantenho com esta corte há 10 anos", disse o acusado, apelidado de "Duch", ao apresentar os argumentos finais da defesa.

Ele quis responder assim à promotoria e as vítimas que puseram em dúvida a sinceridade de seu arrependimento e lhe acusam de não ter dito toda a verdade nem haver assumido toda a responsabilidade nos fatos acontecidos na prisão secreta de Tuol Sleng ou S-21, que ele dirigiu e pelo qual passaram ao menos 12.273 pessoas antes de serem executadas.
"Sou responsável e sempre serei da morte das 12.273 pessoas", disse "Duch".
Tal como fez em várias ocasiões desde o início do julgamento em fevereiro, "Duch" voltou a pedir perdão às "almas das vítimas" e pediu a seus familiares que "abram as portas do perdão".

"Me propus que voltem a me ver como parte da humanidade", concluiu.
Apesar disso, o ex-oficial maoísta dedicou a maior parte de sua intervenção para atribuir seus atos ao medo perante seus superiores e à obrigação que tinha de cumprir ordens.
Para isso, "Duch" se remeteu aos expurgos internos nos anos prévios à tomada do poder por parte do Khmer Vermelho nos quais, segundo disse, "a política do partido era matar aos inimigos".

O torturador disse ao tribunal que o uso da tortura era inevitável porque essa era a política decidida pelo partido e que as execuções eram aprovadas pelos comandantes do partido, grupo do qual ele se excluiu.
Kaing Guek Eav é o primeiro ex-oficial do Khmer Vermelho, e de menor categoria, que julgará o tribunal internacional organizado pela ONU e Camboja após longas e tortuosas negociações que começaram em 1997.
Quase dois milhões de cambojanos morreram por causa da crise de fome, doenças e aos expurgos políticos ordenados pelo regime maoísta de Pol Pot entre 1975 e 1979.

Ainda devem ser julgados Khieu Samphan, ex-presidente da República Democrática de Kampuchea; Nuon Chea, "irmão número dois" e ideólogo da organização; Ieng Sary, ex-ministro de Assuntos Exteriores; e sua esposa Ieng Thirit, ex-titular de Assuntos Sociais. Pol Pot morreu na selva cambojana em 1998, quando o Khmer Vermelho estava à beira do desaparecimento pelas deserções e lutas internas.
Phnom Penh, 25 nov (EFE).- A promotoria do tribunal internacional para o genocídio do Camboja pediu hoje uma pena de 40 anos de prisão para o chefe torturador do Khmer Vermelho, Kaing Guek Eav, conhecido como "Duch" e ex-diretor do centro de torturas da organização maoísta.

Duch dirigiu entre 1975 e 1979 a prisão secreta de Tuol Sleng, também conhecida como S-21 e pela que passaram mais de 12 mil cambojanos antes de serem executados ali mesmo ou nos campos de extermino de Choeung Ek aos arredores da capital.
O promotor William Smith assegurou que "perante estes crimes, o ponto de partida deveria ser a prisão perpétua" mas optou por "uma redução a um número fixo de anos".
Smith propôs primeiro uma pena de 45 anos, que depois rebaixou em cinco anos após tomar em consideração como atenuantes a cooperação "limitada" do acusado, sua aceitação de responsabilidades, seu arrependimento e os possíveis benefícios que essa atitude pode ter para a reconciliação nacional.
No final de sua intervenção, o promotor afirmou que "a sentença deve refletir a destruição perpetrada e a vontade própria e o entusiasmo com o qual o acusado tomou parte nela".
Smith pediu aos juízes que ao emitir sua sentença levassem em conta a natureza dos crimes, a extensão do impacto entre as vítimas e o grau de implicação do acusado e reivindicou que se tomem em consideração agravantes como o abuso de poder, a crueldade e o fato de que as vítimas estava totalmente indefesas.

A promotoria detectou vários delitos tipificados como crimes contra a humanidade: assassinato, extermínio, escravidão, estupro, perseguição por razões políticas, religiosas ou étnicas e tratamento desumano.
Também identificou violações da Convenção de Genebra como o confinamento de população civil, maus-tratos a prisioneiros de guerra, assassinato e tortura.
Durante todo o processo, o chefe torturador do Khmer Vermelho admitiu sua responsabilidade pelos atos de barbárie e pediu perdão às vítimas.
Mas a promotoria lhe recrimina que "ainda não admite que o fez por vontade própria e insiste em assegurar que foi porque cumpria ordens ou que atuava sob a ameaça de seus superiores".
A audiência de hoje se centrará na apresentação dos argumentos finais de ambas partes, enquanto "Duch" se dirigirá aos juízes para desculpar-se mais uma vez por seus atos.
Kaing Guek Eav é o primeiro ex-oficial do Khmer Vermelho, e de menor categoria, que julgará o tribunal internacional organizado pela ONU e Camboja após longas e tortuosas negociações que começaram em 1997.
Quase dois milhões de cambojanos morreram por causa da crise de fome, doenças e aos expurgos políticos ordenados pelo regime maoísta de Pol Pot entre 1975 e 1979.
Ainda devem ser julgados Khieu Samphan, ex-presidente da República Democrática de Kampuchea; Nuon Chea, "irmão número dois" e ideólogo da organização; Ieng Sary, ex-ministro de Assuntos Exteriores; e sua esposa Ieng Thirit, ex-titular de Assuntos Sociais.
Pol Pot morreu na selva cambojana em 1998, quando o Khmer Vermelho estava à beira do desaparecimento pelas deserções e lutas internas.

Fonte: EFE / http://webradiogospel.com








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