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sábado, 31 de outubro de 2009

Jovem deixou casa e filhos para se drogar nas ruas

E. e A., avó e tia da jovem desaparecida, se desesperam em busca de notícias de F.: vício que destrói família
Viciada em crack, F. chegou a trancar as crianças para fumar as pedras em favelas
Prometi à minha irmã que nunca desistiria de salvar minha sobrinha’. A declaração emocionada é da cabeleireira A., de 40 anos, que viu a irmã morrer há um ano de depressão depois que a filha decidiu morar nas ruas do Rio por causa do crack. Viciada na droga, F., de 28, abandonou a família e os quatro filhos com idades entre 3 e 11 anos.Determinada a cumprir a promessa feita à irmã em seu leito de morte, A. vive hoje à procura da sobrinha. “Já estive em várias favelas à procura dela. Não posso ver um grupo de viciados que vou até eles na esperança de encontrá-la. Já me passei até por moradora de rua. Mas não vou desistir”, afirma.

O drama da família de A. começou há 11 anos, quando a jovem experimentou a droga. Por causa do vício, F. chegou a abandonar os filhos trancados em casa por vários dias seguidos enquanto se drogava em favelas da cidade.

INVASÃO E ESPANCAMENTO

Após a morte da mãe de F., em outubro do ano passado, traficantes da Favela Cinco Bocas, em Brás de Pina, invadiram a casa onde ela morava, na Avenida Antenor Navarro, em Brás de Pina. Ao tentar recuperar o imóvel de 205 metros quadrados, o pai da jovem foi espancado pelos bandidos.

“Eles exigiram que eu pagasse R$ 16 mil para que devolvessem nossa casa. Disseram que era o valor que minha filha devia à boca de fumo”, revelou.

Com medo das ameaças dos bandidos, o pai de F. decidiu fugir do Rio com três dos quatro netos. O caçula da família está sendo criado por um primo da jovem. O caso nunca foi denunciado à polícia porque a família tem medo da represálias dos bandidos.

“O que mais me machuca nessa história é ter que viver sem notícias da minha filha. Eu queria que ela estivesse perto de mim. As crianças também sentem muita falta dela”, desabafa o pai de F., sem conter as lágrimas ao falar sobre a filha. Avó da jovem, a aposentada E., 73 anos, também vive na esperança de reencontrar a neta. “Todos os dias peço a Deus que cuide da minha neta e a traga de volta. Às vezes penso que não vou suportar”, descreve.

Família pede internação compulsória

Antes de abandonar a família, F., que começou a usar drogas aos 17 anos, esteve internada duas vezes em clínicas de recuperação de dependentes químicos. A segunda internação, no entanto, durou apenas três dias. “Funcionários da clínica nos ligaram dizendo que não ficariam com ela porque estava muito agressiva”, lamentou A., que não poupa críticas ao sistema.

“Viciada e sem poder usar a droga, eles queriam que ela ficasse como? O que não pode é um dependente ser liberado porque brigou querendo se drogar”, reclamou A., que defende a internação compulsória para viciados, principalmente em crack. “Se não for assim, eles vão morrer consumidos pela droga”.

Fonte: Odia / Web Rádio Gospel
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