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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Caos, desespero e devastação

Uma semana após terremoto, haitianos clamam por água e comida. Multidão vaga sem destino pela capital do país. Porto Príncipe - O cenário é de caos no Haiti uma semana depois do mais terrível terremoto dos últimos 200 anos no país. Pessoas clamam por água e comida. Multidões maltrapilhas vagam pelas ruas sem destino. Nos rostos, desespero. Muitos abaixam a cabeça ou tapam o rosto em protesto contra a falta de ajuda da comunidade internacional. O cheiro da morte está em toda a cidade. Um grupo de mais de 30 jornalistas percorreu ontem vários pontos de Porto Príncipe, a capital haitiana.
O grupo havia embarcado segunda-feira no Boeing 737 da Presidência da República rumo ao Haiti, pernoitou em Boa Vista, em Roraima, e chegou ontem ao Aeroporto de Porto Príncipe, controlado por forças americanas. O comboio com a imprensa, sob a proteção de soldados brasileiros, deixou o aeroporto em dois microônibus e um caminhão. A primeira cena de desespero ocorreu logo ao deixar o aeroporto. Milhares de haitianos circulam e se aglomeram em torno do muro.

NÍVEL MÁXIMO DE MISÉRIA Em seguida, o comboio chegou à maior favela da cidade, Cité Soleil, o nível máximo da miséria. Alguns acenavam para a comitiva. Mas outros faziam sinais ofensivos com o dedo em riste. Um haitiano, demonstrando irritação, virou-se e abaixou a calça.
Numa breve parada, os jornalistas puderam conversar um pouco com moradores de Cité Soleil, que havia sido pacificada pelas tropas brasileiras. Segundo um oficial, os chefes de gangues que teriam fugido das cadeias após o terremoto não retornaram para a favela.É difícil não aplicar o termo favela a praticamente toda a cidade, tal a pobreza e debilidade dos serviços públicos. Uns poucos sinais de trânsito são a única lembrança de uma cidade que lutava para ser normal.O comboio ainda deu uma segunda parada em frente ao prédio onde morreram oito soldados brasileiros.

Os escombros formam uma montanha. Devido à proximidade com a base brasileira, populares arriscavam algumas palavras em português. “Problemas, muito problemas”, dizia um, que alegava não ter o que comer.Na sequência, a face mais violenta do terremoto. No bairro Bellair, muitos prédios destruídos. Pessoas caminhavam sobre entulhos a procura de sobreviventes ou em busca de coisas para comer. O mau cheiro era intenso nesse trecho. Um corpo estava jogado na rua.

Fonte: O Dia / http://webradiogospel.com
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