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domingo, 22 de novembro de 2009

Presidente egípcio se envolve em polêmica após classificação da Argélia para Copa

Mubarak afirma que o Egito não aceita ataques contra sua dignidade
O presidente do Egito, Hosni Mubarak, afirmou que não vai tolerar a "humilhação" de cidadãos egípcios em outros países numa referência à polêmica e confrontos ocorridos depois da vitória da Argélia contra o Egito nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010.

"A dignidade dos egípcios é parte da dignidade do Egito (...) e eu declaro claramente que o Egito não vai tolerar que ninguém insulte seus filhos", afirmou o presidente.

Apesar de não ter mencionado a Argélia diretamente em nenhum momento, a correspondente da BBC no Cairo Yolande Knell, afirmou que ficou claro que Mubarak se referia à polêmica ocorrida depois dos episódios violentos depois dos jogos entre as seleções dos dois países nos dias 14 e 18 de novembro, jogos das eliminatórias para o Mundial

A Argélia ganhou por 1 X 0 o último jogo e garantiu a última vaga do continente africano para a Copa de 2010, mas os dois lados afirmam que seus torcedores foram atacados depois dos jogos.

O resultado desencadeou uma série de protestos. Na sexta-feira a tropa de choque da polícia reprimiu uma manifestação perto da embaixada da Argélia no Cairo. Segundo o Ministério do Interior egípcio 35 pessoas ficaram feridas.

No dia anterior, cerca de mil egípcios queimaram bandeiras argelinas em uma rua perto da embaixada.

A Fifa está investigando os episódios de violência depois dos jogos.

Fora do futebol

Os manifestantes egípcios foram para as ruas depois de receberem informações de que os torcedores da Seleção Egípcia tinham sido atacados ao sair do estádio em Cartum, no Sudão, onde ocorreu o jogo.

O Egito ameaçou não mais disputar partidas do futebol internacional durante dois anos depois de reclamar com a Fifa a respeito do comportamento dos torcedores argelinos em Cartum.

A Argélia, por sua vez, exigiu na sexta-feira que o Egito pare com o que chamou de "campanha na imprensa" contra o país, depois dos episódios de violência.

Segundo a correspondente da BBC no Egito, em um país onde as demonstrações políticas são frequentemente reprimidas, este pode ser mais um sinal de como as relações entre o Egito e a Argélia estão abaladas.

A correspondente acrescenta que agora o problema já foi além do futebol e poderá se transformar em uma crise política entre os dois países.

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