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domingo, 22 de novembro de 2009

Fracasso de processo de paz agrava crise na Autoridade Palestina

Mahmoud Abbas chegou ao Brasil na quinta-feira
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, se reúne nesta quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, em um momento de grave crise política na ANP que põe em dúvida o futuro da instituição.

A crise enfrentada pela ANP é um reflexo da paralisação do processo de paz, afirmam analistas e políticos palestinos e israelenses, entrevistados pela BBC Brasil.

Para eles, a situação foi agravada pela decisão do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, de não concorrer à reeleição em votação marcada para janeiro, além da incerteza sobre a criação de um Estado palestino.

"Para sairmos desta crise, precisamos do apoio dos americanos e da comunidade internacional aceitando um Estado palestino dentro das fronteiras de 1967", disse o negociador-chefe da ANP, Saeb Erekat, à BBC Brasil. “Mas Israel se recusa a parar com as construções nos assentamentos judeus (da Cisjordânia).”

A desocupação dos territórios palestinos é uma das condições impostas pelos palestinos para voltar à mesa de negociações.

Para Mohammed Shtayyih, ministro da Infraestrutura e integrante do Comitê Central do Fatah, a decisão de Abbas de não se candidatar apenas complica a situação.

“Abbas entendeu que o processo de paz está em um período difícil e que o governo israelense não tem intenções de fazer a paz. Consequentemente, não haveria um Estado palestino independente através das negociações”, afirmou.

George Giacman, analista político da mídia árabe e professor da Universidade de Birzeit, acredita que o futuro da ANP está nas mãos do governo do presidente dos EUA, Barack Obama.

"Eles são os únicos que podem dar nova credibilidade ao processo político", disse. “Um Estado palestino precisa do apoio americano.”

Israel

Para Danny Danon, parlamentar do Likud, partido do governo israelense, o futuro da ANP é incerto.

"Não consigo ver o fim da crise num futuro próximo", disse Danon à BBC Brasil.

“Netanyahu foi contra o partido conceder o congelamento na criação de novos assentamentos para uma volta às negociações. Mesmo assim, os palestinos disseram que não é o suficiente", afirmou.

"Nós não temos um parceiro para a paz ou uma liderança palestina que ligue a ANP à Faixa de Gaza."

A possível saída de Abbas do governo preocupa os palestinos. "Nós não temos um próximo líder", disse Mohammed Shtayyih. "Estamos tentando convencê-lo a se reeleger".

Nesta semana, Abbas visita o Brasil, a Argentina e o Chile, com o objetivo de discutir com governos da região o andamento do processo de paz e tentar obter o apoio de países da América do Sul, caso a ANP decida pedir ao Conselho de Segurança da ONU que interceda pela proclamação do Estado palestino.

Em dezembro, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) promove uma reunião para debater o futuro da ANP.

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