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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Escola Dominical Ateísta: Uma estratégia maligna

Tenho pregado em inúmeras igrejas das mais variadas denominações em boa parte de deste país. Em cada comunidade tenho procurado conversar com os pastores a respeito da EBD, e para minha surpresa, muitos têm compartilhado a idéia de que Escola Bíblica Dominical encontra-se em declínio em suas igrejas locais.

Segundo estes, a razão para o esvaziamento da EBD se deve a dificuldade dos membros assistentes em organizar sua agenda e tempo, o que evidentemente, corrobora para o esvaziamento de suas classes dominicais.

Contrapondo-se aos cristãos tupiniquins, pais ateus, com uma ótica diferente da vida, têm levado aos domingos pela manhã seus filhos a escolas humanistas visando ensiná-los a não existência de Deus. É exatamente isso que a Revista Time (1) publicou em seu periódico, o qual reproduzo abaixo:

Segundo a Time, pais não cristãos tem entendido a importância de levarem seus filhos a centros humanistas onde possam aprender a como refutar os argumentos religiosos dos cristãos. De acordo com o Instituto para Estudos Humanistas, 14% dos americanos professam não terem nenhuma religião, e entre a faixa etária de 18 a 25 anos, a proporção sobe para 20%. A vida destas pessoas seria muito mais fácil, do que a dos ateus adultos, dizem, se eles aprendessem desde cedo como responder à maioria dos cristãos nos E.U.A.

É importante as crianças não parecerem estranhas, diz Peter Bishop que conduz a classe teen no Centro Humanista em Palo Alto. Outros dizem que a instrução semanal apóia a posição que é natural não acreditar em Deus e lhes dá um lugar para reforçar a moralidade e valores que eles querem que as crianças deles tenham.

O programa pioneiro em Palo Alto começou há três anos atrás, e comunidades em Phoenix, Albuquerque, N.M., e Portland, Orengo, planejam começar trabalhos semelhantes na próxima primavera. O movimento crescente de instituições para crianças de famílias de ateus também inclui Acampamentos de verão em cinco estados mais Ontario, e a Academia Carl Sagan, na Flórida, a primeira escola pública Humanista do país que abriu com 55 crianças no outono de 2005. Bri Kneisley que enviou o filho Damian de 10 anos, acampar em Ohio neste último verão, dá as boas-vindas ao senso de comunidade que estas novas escolhas lhe oferecem: Ele é uma criança de pais de ateu, e ele não é o único no mundo.

Kneisley, 26 anos, uma estudante da Universidade de Missouri, diz que percebeu que Damian precisava aprender sobre secularidade depois que um vizinho lhe mostrou a Bíblia. Damian era bastante convicto quando esse sujeito lhe contou esta surpreendente verdade que eu nunca tinha compartilhado com ele, diz Kneisley. Na maioria dos acampamentos tradicionais, o filho dela amava canoagem, além disso, o acampamento ateísta ensinou para Damian pensamento crítico, religiões mundiais e de livres-pensadores (um termo que engloba ateus, agnósticos e outros racionalistas) como o abolicionista negro Frederick Douglass.

O Programa Palo Alto Family usa música, arte e discussão para encorajar expressão pessoal, curiosidade intelectual e colaboração. Em um domingo de outono apode-se encontrar até uma dúzia de crianças de até 6 anos de idade e vários pais que tocam instrumentos de percussão e cantam hinos como Ten Little Indians, em vez de canções como Jesus me ama. Em vez de ouvirem uma história da Bíblia, a classe é Stone Soup, uma parábola secular.

No corredor na cozinha, as crianças mais velhas se concentram em uma conversação Socrática com o líder Bishop. Ele tentou conseguir que eles vejam como as pessoas são coagidas a renunciar as convicções delas e que poderiam não mudar as mentes delas de fato mas poderiam estar reagindo, uma lição importante para jovens ateus jovens que podem sentir pressão para confessarem acreditam em Deus.

Pais de ateu apreciam este ambiente. Isso é por que Kitty, uma atéia que não quis revelar o último nome para proteger a privacidade das crianças dela, traz à classe de Bishop toda semana. Depois que Jonathan, 13, e Hana, 11, nasceram, Kitty diz que ela se sentia socialmente isolada e até mesmo pensou em experimentar levá-los à igreja. Mas eles estão tendo discussões racionais, então mais confortáveis no Centro Humanista. Eu sou uma pessoa que não acredita em mitos, Hana diz. Eu aprecio bastante à evidência.

Pois é, enquanto isso neste tupiniquim país, em detrimento do movimento gospel, seguimos em frente, negligenciando a Bíblia e a Escola Dominical, fazendo atos proféticos, sincretizando o evangelho, além obviamente de dançar e cantar em boates gospel como se a vida fosse um grande mar de rosas.

Fonte: cacp / http://webradiogospel.com
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